quarta-feira, 7 de abril de 2010


Não me sentia forte ainda, mas eu sei que demoraria algum tempo pra ficar totalmente nova, esquecer o passado é completamente impossível, não posso dizer que simplesmente não houve, encarar os fatos era a única coisa que me restava a fazer, se eu não encarasse, certamente, as coisas piorariam.
Naquela época, inocência era meu nome, infantilidade meu sobrenome, e criança me apelido, hoje tenho como nome dor, como sobrenome fraqueza e como apelido guerreira. A cada momento que tive, eu soube encarar fortemente sem alguma lagrima, poderia vir o arrependimento logo após, mas eu duvidava que algo não me fizesse chorar em silencio.
A mão que apertava meu peito, apertava com uma força tão grande e raivosa, que todo o ar que eu tinha se trancava em meus pulmões e faziam que o ar que estava guardado me sufocasse, tentando como objetivo, chegar em meu coração, e fazer com que ele parasse de bater e meus olhos ficasse abertos com uma sensação de pavor. Entre a dor e o nada, eu escolhera o nada.
Lembrar a mim mesma, o quanto nada fazia sentido, era algo completamente doloroso, eu demorei meses pra descobrir que eu já tinha crescido. Até as coisas ficarem certas, demorava demais, eu era muito curiosa, pra deixar o ar me matar,
Você é esperta, consegue entender as coisas. – ele disse.
Se eu fosse tão esperta quanto pareço ou como diz, eu não teria crescido tão rápido, ou admirado a lua a noite. – ela respondeu
Eu não entendo – ele disse
Você nunca pode entender, você é insensível e irracional demais.- ela respondeu
Acha tão ruim a vida? – ele perguntou
Acharia ela ótima, se ela fosse com você. Ela respondeu
Mas é só você querer. Ele disse.
É só você deixar, é só você morrer. Ela disse
Virei as costas e fui embora, na manha seguinte, ele havia sofrido um enorme acidente de carro.

terça-feira, 6 de abril de 2010

One.


Sabe qual é a pior coisa?
É perder alguém, e não conseguir achar outro alguém pra se apaixonar, mas ainda pior que isso, é poder achar e sofrer novamente.
Meu coração estava pulsando forte, e ao mesmo tempo ele estava com medo, eu não sabia qual sensação era aquela, eu não sabia explicar, eu precisava entender qual era a lógica.
De tempo em tempo eu fui aprendendo que as coisas acontecem você querendo ou não, tudo acontece, eu não me julgava errada por ter feito o que fiz, eu me julgava em parte forte e em outra parte fraca demais.
Teve dias os quais eu não conseguia dormir, meu peito sentia um aperto inacreditável, eu não sabia mais quem eu podia ser, mas naquele momento, eu vi, que independente do que aconteça a vida segue, e ela não quer saber se você está alegre ou triste.
Eu tive que crescer mesmo não querendo, queria ser inocente, e não ter visto o que vi, eu ainda me sinto incompleta depois que ele se foi, tudo parece claro, mas ao mesmo tempo tão escuro.
É como um caminho, uma estrada de chão com arvores verdes, com flores lindas mas sem fim, e tudo igual, um circulo pra ser mais exata.
Eu me sinto completamente carente, não de beijos, mas de um abraço, de um pouco de amor, mas não de amor como todos costumam querer ou pensar, que tem haver com mais coisas, eu apenas preciso de um pouco de amor, um pouco de confiança, um pouco de tempo ao lado de alguém, um pouco de vida.
Você é linda, e eu estou apaixonado por você eu te amo, nunca vai sair do meu lado, pois agora é minha vida. – ele disse.
Essas foram suas piores palavras e as mais insenciveis também..
Eu te amo, mas não podemos continuar assim, você precisa mudar e crescer e largar essas coisas que faz, eu te amo, mas pra ficar com você, você precisa primeiro estar com você – ela respondeu.
Quando disse isso, senti confiança em seu olhar, e uma enorme fraqueza em minhas pernas
Quantas vidas tem um coração partido?
Onde o sol não me veja, e as paredes não se fechem, onde eu sorria, e onde nada possa me alcançar.
Sabe qual a pior coisa?
é seu coração estar congelado, neutro.
Não me afastei porque deixei de amá-lo, me afastei por te amar muito mais, não fale nada, você sabe das coisas, e então se um dia lembrar de mim, vá onde tudo começou, e me de permissão para ser livre – ela disse.
Você é minha, não vai ser livre, apenas que queira, você realmente quer ser livre? – ele perguntou
Eu olhei em seus olhos, uma lagrima caiu, e eu não pude responder, fiquei paralisada na sua frente.

Acho que eu gostava de estar presa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Slow Life.

Eu não poderia descrever como naquele momento eu estava me sentindo, era uma bala de revolver que pressionava meu peito, querendo entrar e me ferir, parecia uma faca afundando em meu peito, até desaparecer.
Eu estava confusa, não sabia se eu tinha vivido tudo o que vivi e visto o que vi, quando fechava meus olhos a escuridão era enorme, eu me debatia nas paredes de um grande labirinto, eu estava sendo sufocada.
Ouvia vozes, mas não sabia de quem eram, não via luz, tinha medo de cansar minhas pernas ou morrer de angustia, era sufocante.
Ficava sóbria durante alguns segundos, mas logo lembrava, eu não fazia esforço para esquecer, algo me puxava para dentro daquele poço, uma mão escura, uma mão pesada, o fundo me puxava.
Era um pouco constrangedor para mim sentir aqueles calafrios durante o dia e a noite, eu desejava passar a noite toda, deitada em seus braços.
Era estranho as vezes eu me privava da felicidade e então quando me deixava levar, as coisas não saiam como de costume, era como se eu tivesse me apaixonado pelo meu pior inimigo, meus ouvidos, só escutava o que era triste.
Durante uma tarde eu me libertei essa tarde foi quando eu passei com ele. – ela disse, fechou os olhos e respirou fundo.
Ao anoitecer, a minha dor de cabeça voltava, e o arrepio do medo tomava conta, um quarto branco, me debatia, eu gritava, mas não via e nem ouvia ninguém, certas conseqüência tomaram conta de mim, mas eu fingia não entender.
Me deixe feliz durante algum tempo, e eu te deixarei para o resto da vida- ela disse.