De alguma forma ele sabia da existência do meu amor por ele, tinha medo que as sessões de conforto que ele me proporcionava, acabasse.
Era lamentável o que eu estava passando, mas de alguma forma eu sabia que ia acabar cedo, era apenas uma nuvem escura, o sol já voltaria a brilhar, detestava levantar da cama, não queria ver o que estava fora das paredes do meu quarto, o relógio despertou, e eu não tive coragem de abrir os olhos naquela manhã, o pássaro cantou uma bela melodia como de costume, mas não me encorajei de abrir a janela.
Eu estava bem, estava me curando, o quarto com as paredes brancas estavam criando cores, eu apenas precisava de um pouco de silencio e um tempo, não sabia o quanto.
O acidente com meu coração tinha sido recentemente, a flecha invisível cravada em meu peito continuava ali, eu teria de me acostumar a viver com ela, meus pulmões estavam pensando se voltariam a deixar o ar entrar novamente, meus olhos estavam em duvidas se deixariam ver o sol novamente, mas meu coração tinha certeza que não iria se descongelar, mas minha carência continuava a existir, eu tentava não sentir.
Eu só queria poder ter algo inocente e verdadeiro, para que meu coração tivesse um pouco de esperança, para que meus olhos pudessem ver o amor, mas naquela fase que eu estava, estava sendo complicado. - ela disse.
Você sente minha falta?
Eu poderia ficar com você pelo resto da sua vida, se você me deixasseeu ser sua, você não iria se arrepender, eu iria ficar feliz, por enxergar novamente. – ela disse.